É o tipo mais comum de tumor ósseo maligno. O tumor ocorre preferencialmente na região da metáfise óssea de ossos tubulares longos. Cinquenta por cento dos casos ocorrem próximos aos joelhos .
PREVALÊNCIA
O osteossarcoma é a sexta causada de câncer em crianças com menos de 15 anos. Afeta nos Estados Unidos anualmente cerca de 400 crianças com menos de 20 anos e 500 adultos (maioria entre 15-30 anos). Aproximademente 1/3 dos 900 morre a cada ano, ou seja, 300 por ano. Um segundo pico de incidência ocorre na velhice, geralmente associada com doença óssea subjacente como a doença de Paget, infarto medular ou irradiação prévia.
SINTOMAS
A localização mais vulgar deste tumor nos indivíduos novos é num dos ossos compridos dos membros ou na vizinhança do joelho, anca ou ombro. O primeiro sintoma é geralmente uma tumefacção dolorosa e visível sobre o osso atingido, se este está próximo da superfície, ou uma dor profunda, se o osso afectado não pode ser sentido através da pele.
Como complicação da doença da Paget, o osteossarcoma pode desenvolver-se ao mesmo tempo em vários ossos, e as dores que provoca podem não se distinguir das causadas por aquela doença.
PATOLOGIA
O tumor pode estar localizado no final dos ossos longos. Geralmente afeta a porção final superior da tíbia ou úmero, ou a porção final inferior do fêmur.
O osteossarcoma tende a afetar regiões próximas ao joelho em 60% dos casos, 15% em volta do quadril, 10% no ombro e 8% na mandíbula. O tumor é solido, duro, irregular devido às espículas tumorais do osso calcificado (aspecto de explosão solar). Na radiografia o sinal de elevação do periósteo é conhecido como triângulo de Codman. Os tecidos em volta são infiltrados.
O tumor costuma fazer metástases locais e por via hematogênica para os pulmões.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico geralmente baseia-se na radiografia do osso, mas podem ser feitos outros exames imageológicos aos ossos, como a RMN.
Pode haver aumento das enzimas fosfatase alcalina e lactato desidrogenase na circulação.
TRATAMENTO
O osteossarcoma não é tratado com radioterapia, uma vez que esta é um fator de risco para esta metaplasia, é necessário ressecar cirurgicamente o osso atingido. Na maior parte dos casos, isto significa a amputação de um membro; em alguns casos, poderá adaptar-se uma endoprótese imediatamente a seguir à operação. Em vez da amputação, é possível, em alguns casos, ressecar o osso atingido e substituí-lo por um enxerto ósseo ou mesmo por um osso artificial (Endoprótese).
Após a cirurgia, faz-se geralmente um tratamento com fármacos antineoplásticos por vários meses para destruir qualquer célula cancerosa que tenha metastizado para qualquer outra parte do corpo.
PROGNÓSTICO
Os avanços com o tratamento melhoraram substancialmente a sobrevivência média, que antigamente era de 25%. Atualmente a taxa de sobrevivência média é de 60 a 70%.
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