Distonia


Distonia (dis, distúrbio, tonia tônus) são distúrbios neurológicos dos movimentos caracterizado por contrações involuntárias e espasmos.

Distonia é classificada como uma doença do sistema nervoso.

CLASSIFICAÇÃO

Pode ser classificada como:

  • Distonia generalizada: Em todo o corpo.
  • Distonia segmentada: Duas ou mais partes adjacentes do corpo.
  • Hemidistonia: Alguma metade do corpo.
  • Distonia focal: Em apenas um local específico.

CAUSAS

Existem diversas possíveis causas:

  • Genética;
  • Congênita;
  • Idiopática (sem causa conhecida);
  • Adquirida:
  • Intoxicação por algum metal pesado ou por monóxido de carbono;
  • Efeito colateral de medicamentos (especialmente neurolépticos))
  • Traumatismo craniano;
  • AVC;
  • Falta de oxigênio;
  • Encefalite;
  • Lesão por esforço repetitivo.

SINAIS E SINTOMAS

O principal sintoma é a contração lenta e involuntária e persistente de um ou mais músculos, podendo ser dolorosa e prejudicar a postura e capacidade laboral do paciente. É comum que as contrações comecem mais leves e passageiras e agravam com tempo. Podem ser dolorosas e exaustivas.

Fatores que podem agravar os sintomas incluem:

  • Estresse;
  • Desidratação;
  • Falta de ar;
  • Alimentação pobre;
  • Cansaço;
  • Toxinas e;
  • Certos psicotrópicos.

EPIDEMIOLOGIA

Distonias primárias (genética, congênita ou idiopática) atingem apenas 2 a 50 em cada milhão de habitantes. Já distonias adquiridas crônicas atingem cerca de 1 a cada mil habitantes, sendo mais comum após os 50 anos e como sintoma de outras doenças.

As distonias mais comuns são as focais temporárias nas mãos, causadas por movimentos repetitivos excessivos. São particularmente frequentes em alguns atletas, músicos, digitadores e escritores e são popularmente conhecidas como câimbras nas mãos, ou distonia do escrivão.

TRATAMENTOS

O tratamento vai depender da causa, e pode incluir:

  • Toxina botulínica para imobilizar o local, impedindo sua contração;
  • Anti-colinérgicos;
  • Gabaérgico como benzodiazepínicos;
  • Dopaminérgicos;
  • Estimulação cerebral profunda;
  • Fisioterapia ou Fonoaudiologia (para disfonia).
  • Tratamentos medicamentosos devem ser modificados regularmente para evitar e minimizar os efeitos colaterais.

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